
No futebol moderno, o zagueiro deixou de ser apenas o jogador que “limpa a área” para se tornar o primeiro construtor do time. Analisamos um dataset exclusivo que mapeia o desempenho de diversos atletas de clubes como CRB, Avaí, América-MG e Athletic Club, revelando quem são os verdadeiros pilares defensivos da temporada.
A análise foca em três pilares fundamentais:
pct_passe (percentual de acerto).Pelos dados apresentados, três nomes saltam aos olhos pela alta eficiência:
O dataset também revela jogadores como Sidimar (Athletic Club) e Adriano Martins (Atlético-GO). Embora classificados como “Normal” pelo algoritmo de corte, apresentam números de passes certos e ações defensivas que os colocam como peças fundamentais em seus esquemas táticos, servindo de base para o equilíbrio da equipe.
Conclusão: O uso de dados (Data Scouting) permite que clubes com orçamentos menores identifiquem talentos subvalorizados e que grandes clubes validem o investimento em seus principais ativos.
Para entender o que diferencia um jogador “Elite”, é preciso ir além das médias e observar como eles se comportam em valências específicas. Cruzamos os dados de quatro dos principais defensores do dataset para entender seus perfis táticos.
Ao comparar Lucas Cavalcante (América-MG) e Sidimar (Athletic Club), notamos uma clara vantagem de Lucas no volume de construção de jogo.
A comparação entre Henri Marinho (CRB) e Jonathan (Avaí) revela perfis complementares que qualquer treinador adoraria ter.
Os dados mostram que a categoria “Elite” não é homogênea. Temos defensores como Lucas e Henri, que são pilares de volume e posse, e jogadores como Jonathan, que garantem a solidez física e o combate direto. Para um clube em busca de reforços, a escolha entre eles dependerá exclusivamente da filosofia de jogo: a precisão do passe ou a força do duelo.
Para encerrar nossa análise de scouting, saímos do volume de passes e entramos no combate físico. Ao analisar os duelos aéreos (Aerials) da temporada 2025, os dados mostram uma disparidade interessante entre os jogadores com status “Elite”.
Se o critério for segurança pelo alto, Jonathan Aparecido (Avaí) isola-se como a principal referência.
Embora todos os quatro jogadores sejam fundamentais para seus clubes, a eficácia no ar varia drasticamente:
| Jogador | Clube | Duelos Aéreos | Taxa de Sucesso |
| Jonathan Aparecido | Avaí | 84 | 17,9% |
| Henri Marinho | CRB | 69 | 11,6% |
| Lucas Cavalcante | América-MG | 69 | 7,2% |
| Sidimar Fernando | Athletic Club | 72 | 5,6% |
A análise completa nos mostra que não existe o “zagueiro perfeito”, mas sim o “zagueiro certo” para cada modelo de jogo:
Este dataset prova que o Scouting moderno deve integrar a frieza dos números de passe com a realidade física dos duelos dentro da área para formar uma defesa impenetrável.
Enquanto as estatísticas defensivas mostram solidez, as redes de passes revelam quem são os verdadeiros organizadores na retaguarda.
A análise das conexões ofensivas mostra padrões distintos entre o CRB e o Avaí:
As redes de passes do América-MG e do Athletic Club revelam as rotas de fuga preferenciais:
Cruzando os dados de scouting comparativo, duelos aéreos e conexões:
| Atleta | Clube | Característica Principal | Principal Conexão | Eficiência Aérea |
| Henri Santos | CRB | Volume e Amplitude | Weverton Souza | 11.6% |
| Jonathan Costa | Avaí | Combate e Segurança | João Martins | 17.9% |
| Lucas Afonso | América-MG | Interceptação e Passe | Júlio Gonçalves | 7.2% |
| Sidimar Cigolini | Athletic Club | Rebatidas e Distribuição | Rodrigo Nascimento | 5.6% |
A análise de conexões encerra o perfil desses atletas. Henri Santos é o defensor que mais gera volume e largura. Jonathan Costa é o mais dominante no ar, mas com conexões curtas e seguras. Lucas Afonso é o mestre da antecipação com passes verticais específicos, enquanto Sidimar garante o volume de afastamento com uma distribuição radial simples.
Para um departamento de análise, esses mapas não mostram apenas quem passa melhor, mas onde o time ganha vantagem competitiva a partir da primeira linha de defesa.
O futebol de elite não é mais apenas sobre o campo. É sobre dados.: Você já sentiu que as discussões sobre desempenho no futebol ainda são muito subjetivas? No mercado moderno, a “intuição” já não basta para os grandes clubes. Eles buscam cientistas de dados que saibam transformar eventos de jogo em vantagem competitiva. O curso de Estatística Computacional no Futebol do Campo Analítico foi desenhado para quem quer ser esse profissional. Do básico ao avançado, você vai aprender a elaborar projetos reais, manusear grandes bases de dados e gerar os insights que decidem campeonatos. Saia da teoria e venha para a prática com quem vive o dia a dia da análise de alto nível. Confira a ementa completa e garanta sua vaga:
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