Marcos Antônio: O Arquiteto de Volume e a Promessa de Gols no Morumbi

No futebol moderno, o “termômetro” de uma equipe raramente é o camisa 10 clássico, mas sim o volante capaz de ditar o ritmo, cobrir espaços e ainda aparecer como elemento surpresa. Em 2025, os dados mostram que Marcos Antônio se consolidou exatamente nesse papel para o São Paulo, unindo um volume de jogo impressionante com uma agressividade ofensiva que desafia as estatísticas de gols.

1. O Epicentro do Jogo: Volume e Distribuição

Os números de Marcos Antônio na categoria “Volume” são de elite. Com um Score Geral de 79, ele se destaca principalmente pela onipresença:

  • Passes (1109): No 87º percentil, o que significa que ele passa melhor e mais vezes que 87% dos jogadores da posição.
  • Carregadas de bola (941): No 90º percentil, revelando um jogador que não apenas toca e passa, mas que quebra linhas conduzindo a bola.
  • Pressão (402): Sua atividade defensiva (89º percentil) mostra um motor incansável na transição defensiva.

Sua rede de passes revela uma conexão fortíssima com o lado esquerdo e o centro do campo, servindo como a “ponte” principal entre os volantes defensivos (CDM/LDM) e os meias criativos (CAM/LAM).

2. O Paradoxo do Gol: Presença sem Finalização

O mapa de chutes de Marcos Antônio apresenta um dado curioso e, para a torcida, por vezes frustrante. Em 2025, ele acumulou 3.8 xG (Gols Esperados) em 16 chutes, mas terminou o período com 0 gols.

O que isso nos diz?

  • Qualidade de posicionamento: Um xG por chute de 0.24 é altíssimo para um volante. Ele não está apenas “tentando a sorte” de longe; ele infiltra na área e finaliza de posições com alta probabilidade de gol.
  • O fator “quase”: A concentração de círculos grandes dentro da pequena e grande área no Shot Map mostra que ele tem o instinto de um meia-atacante. A ausência de gols parece ser uma questão de ajuste fino na finalização ou pura infelicidade estatística, já que o volume de chances criadas sugere que os gols devem sair naturalmente em breve.

3. Versatilidade Tática

Marcos Antônio é o que chamamos de jogador polivalente. Embora sua posição primária seja LDM (Volante pela Esquerda – 45%), ele transita com facilidade para o papel de LCM (Meia Central pela Esquerda – 22%). Essa capacidade de flutuar entre a contenção e o apoio ofensivo é o que o torna indispensável no esquema tático do São Paulo.

4. Comparações e Estilo de Jogo

A análise de similaridade coloca Marcos Antônio ao lado de jogadores como Alan Cervantes (América) e Fidel Ambríz (Monterrey), com índices de match superiores a 98%. No cenário nacional, seu estilo se assemelha ao de Caio Alexandre (Bahia) e Newton (Botafogo) — jogadores modernos que garantem a posse de bola, recuperam rápido e são o ponto de partida de qualquer ataque estruturado.

Marcos Antônio é o “trabalhador silencioso” que faz a engrenagem tricolor girar. Ele recupera bolas (85º %ile) e distribui com maestria. Se conseguir converter as chances claras que cria dentro da área, ele deixará de ser apenas um excelente volante de sustentação para se tornar um dos meio-campistas mais completos e decisivos do futebol sul-americano.

Oportunidade de melhoria: Refinar a finalização para transformar os 3.8 xG em gols reais, o que elevaria seu Score Geral para a casa dos 85-90.

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