No futebol moderno, o dado pelo dado é apenas ruído. O impacto esportivo real surge quando conseguimos mapear não apenas onde o erro ocorre, mas por que ele acontece. Nesta análise exclusiva para o Campo Analítico, utilizamos modelos de Machine Learning (Random Forest) e zoneamento avançado para entender as falhas estruturais de Internacional e Corinthians no último terço.
Ao observarmos a distribuição de erros, notamos padrões distintos que definem o comportamento das equipes em posse de bola.

A Zona 14 é amplamente reconhecida como a área de maior perigo para assistências. No entanto, nossos relatórios de eficiência mostram que o volume de tentativas não tem se traduzido em precisão.

| Jogador | Time | Zona Crítica | Erros |
| Vitinho | Corinthians | 15 | 7 |
| Fabrizio Angileri | Corinthians | 15 | 6 |
| Matheus Bahia | Internacional | 18 | 5 |
| Raniele | Corinthians | 13 | 5 |
| Alexandro Bernabéi | Internacional | 18 | 4 |
Observa-se que os laterais e alas (Vitinho, Angileri e Matheus Bahia) são os que mais retêm a posse sob pressão no terço final, resultando em uma baixa taxa de conclusão de cruzamentos e passes progressivos.

O gráfico de distribuição temporal revela um pico alarmante de erros aos 75 minutos. Este dado é vital para comissões técnicas:
O diferencial desta análise é a aplicação do modelo Random Forest para prever a probabilidade de sucesso nas decisões na Zona 8 do Corinthians.
Quando o portador da bola está na Zona 8, o modelo aponta três caminhos principais:

O alto índice de erros na Zona 8 sugere que os jogadores estão tentando o passe de “Avançar” em janelas de oportunidade que o modelo considera instáveis, ignorando a manutenção da posse.
Para o Internacional, a urgência é o refinamento da saída curta na Zona 2. Para o Corinthians, o foco deve ser a ocupação de espaços na Zona 8 e a melhoria do “timing” de decisão dos seus alas. O dado nos mostra o caminho, mas a execução no gramado é o que define o campeão.
Analista: Aldrei Peralta | Campo Analítico
Desenvolvido em R com suporte de Machine Learning.
Todos os mapas, gráficos e cálculos deste artigo foram produzidos com R — a linguagem de programação mais usada em análise de dados esportivos no mundo. No Campo Analítico, você aprende a trabalhar com dados reais como esses, desde os fundamentos estatísticos até a produção de relatórios profissionais de scouting.
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