A análise das redes de passes do Vitória destaca uma equipe que prioriza a construção apoiada e a ocupação racional dos espaços, com um foco nítido na região central e no corredor esquerdo. No bloco baixo, a saída é qualificada por Wagner Leonardo e Neris, que estabelecem conexões seguras com Luan e Willian Oliveira para superar a primeira pressão adversária. À medida que o time avança para o bloco médio, Matheusinho assume o papel de regente, conectando o setor defensivo ao ataque e distribuindo o jogo para as subidas de Lucas Esteves, que oferece profundidade constante pelo flanco.
A evolução tática entre as etapas revela um Vitória que busca aumentar sua presença no campo ofensivo com o passar do tempo. No primeiro tempo, nota-se uma estrutura mais posicional, focada em manter o equilíbrio e o controle da posse. Já no segundo tempo, a rede de passes se expande, com uma aproximação maior de Alerrandro e Osvaldo, intensificando as combinações no último terço. A rede de ruptura evidencia que as principais ameaças de profundidade surgem dos passes verticais de Luan e das movimentações em diagonal de Matheusinho, que buscam desarticular a linha defensiva rival através da velocidade e do drible.
Nos indicadores de participação coletiva, os dados de share reforçam a solidez do sistema. Willian Oliveira se destaca nas recuperações de bola, sendo o suporte defensivo necessário para que os meias avancem. Lucas Esteves apresenta números expressivos tanto em desarmes quanto em cruzamentos, sublinhando sua importância como ala ofensivo. Na frente, Osvaldo segue sendo o principal catalisador de jogadas de “TakeOn”, utilizando o enfrentamento individual para gerar superioridade numérica. Esse conjunto de características forma uma equipe resiliente na defesa e criativa na transição, capaz de alternar ritmos de acordo com as exigências da partida.
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