Introdução
O Derby de Madrid pela LaLiga 2025/2026 entregou exatamente o que se espera de um dos maiores clássicos do mundo: intensidade, reviravoltas e um refinamento técnico de elite. O Real Madrid venceu o Atlético de Madrid por 3 a 2 em um confronto onde a ocupação de espaços e a eficiência nas transições foram os pilares determinantes.
Nesta análise tática Real Madrid x Atlético de Madrid, exploramos como os dados de rastreamento de passes e volume de ações por zona revelam a estratégia de Alvaro Arbeloa para furar o bloqueio de Diego Simeone. O resultado mantém os merengues na caça ao título, enquanto o Atleti lamenta brechas defensivas em momentos cruciais.
O que os mapas de calor e as redes de passes nos mostram é um Real Madrid que, embora tenha sofrido com as investidas diretas do rival, soube ditar o ritmo através do controle do “bloco médio” e da progressão gradual das jogadas.
Análise Tática — Real Madrid O Real Madrid apresentou uma estrutura de passes extremamente sólida, com foco na circulação de bola pelo corredor central e o uso frequente de inversões para os alas. Os mapas de volume indicam que 42% das ações ofensivas ocorreram no terço final central, evidenciando uma busca constante por passes filtrados entre as linhas de marcação do Atlético.

Figura 1: Fluxo de passes e densidade de ações do Real Madrid, destacando o controle do meio-campo.
Taticamente, o time utilizou um “Passing Flow” direcionado para a progressão vertical. Os dados mostram que os zagueiros e volantes foram os principais iniciadores, com uma taxa de acerto de passes superior a 88% no bloco baixo e médio. Isso permitiu que o Real Madrid mantivesse a posse de bola sob pressão, cansando a linha defensiva colchonera.
A defesa, embora tenha sofrido dois gols, demonstrou boa capacidade de recuperação. O volume de ações defensivas foi maior no lado esquerdo, onde o time precisou conter as subidas rápidas do adversário. A conexão entre o meio-campo e o ataque foi o ponto alto, com o setor de criação gerando as principais chances através de passes curtos e rápidos.
Análise Tática — Atlético de Madrid (Time B) O Atlético de Madrid de Diego Simeone manteve sua identidade de jogo direto e transições letais. Os mapas de calor revelam uma concentração de esforço nas faixas laterais, buscando explorar as costas dos laterais do Real Madrid. Diferente do rival, o Atleti teve um volume menor de passes, mas com uma verticalidade muito acentuada, especialmente nos primeiros 15 minutos de cada tempo.

Figura 2: Distribuição de ações do Atlético de Madrid por intervalos de tempo, revelando a estratégia de blocos baixos.
Os dados de distribuição por zona mostram que o Atlético concentrou 35% de suas ações no terço defensivo, focando em um bloco baixo compacto para em seguida lançar bolas longas. Essa estratégia foi eficiente para gerar perigo, mas os mapas de pressão indicam que o time teve dificuldade em manter a posse de bola no campo de ataque por períodos prolongados.
A rede de passes do Atlético foi mais fragmentada, com menos conexões curtas e mais passes de ruptura. Isso resultou em uma eficiência de finalização alta em relação às poucas chances criadas, mas a fadiga no bloco médio durante o segundo tempo permitiu que o Real Madrid encontrasse os espaços necessários para a virada.
Momentos Decisivos O equilíbrio do jogo foi quebrado pela capacidade do Real Madrid em transformar volume em gols. Os mapas de finalização mostram que o Real concentrou seus chutes dentro da grande área, fruto de jogadas trabalhadas coletivamente. O gol da vitória saiu de uma sequência de 12 passes, percorrendo desde a zona de construção inicial até a infiltração final.

Figura 3: Corrida de Gols Esperados (xG). Note a eficiência das equipes nos momentos de pico do gráfico.
Por outro lado, os gols do Atlético foram frutos de erros de saída de bola do Real Madrid captados pelos dados de “Interception zones”. Em dois momentos de desconexão da defesa merengue, o Atleti recuperou a bola no campo ofensivo e finalizou com rapidez, aproveitando a desorganização momentânea do adversário.
Conclusão A análise tática Real Madrid x Atlético de Madrid confirma que, em jogos de alto nível, a ocupação racional do espaço prevalece. O Real Madrid foi superior ao sustentar a posse e progredir com segurança, enquanto o Atlético mostrou que ainda é um dos times mais perigosos do mundo em transições ofensivas, mesmo com menos volume de jogo.

Figura 4: Rede de conexões e posicionamento médio. O contraste entre a rede densa do Real e a verticalidade do Atlético.
Para os próximos desafios, o Real Madrid precisa ajustar a cobertura nas transições defensivas para evitar ser surpreendido em erros de saída. Já o Atlético de Madrid deve focar em aumentar sua resistência no bloco médio, evitando que o adversário dite o ritmo da partida por tanto tempo.
Todos os mapas, gráficos e cálculos deste artigo foram produzidos com R — a linguagem de programação mais usada em análise de dados esportivos no mundo. No Campo Analítico, você aprende a trabalhar com dados reais como esses, desde os fundamentos estatísticos até a produção de relatórios profissionais de scouting.
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