Você deve aplicar em seu clube esta técnica dessa forma:

Fala, pessoal. Vamos colocar a “lupa” no modelo de jogo do Ståle Solbakken. Analisando a rede de passes no gráfico , a gente consegue extrair um padrão tático muito claro para discutir com a nossa comissão técnica.
Para quem trabalha na ponta, no dia a dia do campo, o que o gráfico nos entrega é um mapa de dependência tática que podemos traduzir da seguinte forma:
Como levar isso para o nosso treino?
No nosso ecossistema do Campo Analítico, a gente não desenha rede de passe para ficar bonito no slide. A gente desenha para identificar o “nó” que está travando o time. Se a nossa rede atual estiver com nós desconexos ou setas que não indicam a direção da progressão – lembrando que a ponta tem que ser quadrada, como corrigimos anteriormente – a gente perde a precisão no diagnóstico.
Sugiro que, para os próximos treinos, a gente mapeie se os nossos “Wolfe” e “Heggem” estão conseguindo esse mesmo volume de interações. Se não estiverem, precisamos ajustar a nossa amplitude ou o posicionamento do nosso médio-centro.
Como vocês têm visto a ocupação desses corredores laterais nos nossos dados mais recentes de GPS?

Nossa maior dor aqui é a latência entre o dado e o treino. O Solbakken usa esse padrão no gráfico para garantir que o time não se parta. No nosso próximo relatório, não vamos apenas entregar a rede. Vamos entregar a “Distância de Segurança”:

Como reforçado na nossa conversa anterior, a precisão visual é fundamental para que o treinador tome a decisão certa no intervalo. Quando forem gerar as visualizações:
Não basta copiar o desenho da Noruega. Precisamos adaptar para os nossos jogadores. Se o nosso “Berge” tem menos mobilidade que o da Noruega, a nossa conexão central no gráfico precisará de um suporte maior vindo da lateral (um “lateral invertido”, por exemplo).
Sugestão de pauta para a reunião com os analistas:
Pessoal, o nosso trabalho com R é garantir que o treinador tenha a resposta antes que o problema se repita no próximo jogo. Se o gráfico mostra que o jogo central de vocês está desconectado como vimos no gráfico , a gente precisa intervir.
Vamos rodar os logs dos últimos GPS e ver se a ocupação desses corredores centrais bate com essa estrutura. Quem aí já tem o dataframe pronto para essa comparação?
Quanto vale o seu tempo?
No futebol de alto rendimento, o trabalho braçal de preencher planilhas manuais e recortar vídeos por horas consecutivas já não é suficiente. Isso não é análise de dados. É apenas esforço operacional que esconde o seu verdadeiro potencial tático.
O mercado mudou de forma definitiva. A pergunta que você deve fazer a si mesmo hoje não é se o futebol vai se profissionalizar através dos dados. A pergunta real é se você estará no topo dessa onda ou se acabará engolido por ela.
A transição para a elite do futebol analítico exige ferramentas sérias. Através da Estatística Computacional estruturada em linguagem R, você deixa de ser um mero copiador de dados para se tornar um Data Jornalista capaz de gerar relatórios táticos profundos que de fato influenciam as decisões da comissão técnica.
A decisão é sua. O futebol real não espera quem decide ficar para trás.
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