Explicar que há linhas de estudos além das que cursos comuns de técnicos e analistas de desempenho fazem no mundo é muito complicado, porque exige uma paciência que você precisa lidar com 2 padrões, os que não ligam para o que você está falando e os que desdém. Porque acreditam que não irão aplicar, pois o fato deles não serem paparicados ao ponto de alguém pegar na mão e mostrar como se faz já é um erro grande do ego.
Quando surgem estudos que comprovam que um time está errando muito mais na região vermelha, fica claro que há um padrão a ser observado. Alguns profissionais perdem tempo assistindo partidas ao inves de através dos dados encontrar a partida adequada para correção.

Você vai modelar aquilo que faz sentido para você principalmente se você quer entender o que faz sentido. Grande parte dos analistas ignoram os erros e ninguém da conta de entender o que está acontecendo com tanta informação, ainda mais que diversos clubes brasileiros ainda são escravocatas moderno cujo profissionais possuem mais de uma função.

Você precisa modelar o que é funcional e pode impactar sua equipe, como comparativos de ações e mostar ferramentas que façam sentido para atletas de futebol e comissão técnica.
Entender que o processo de maturação do analista é compreender que ele precisa observar o que está acontecendo em campo, quem sabe em um futuro não tão distante essas ideias possam ser implementadas naturalmente de maneira que os analistas possam impactar de forma saudável e urgente uma equipe de futebol.
Essa é uma estrutura de dados excelente para análise tática. Como eu irei está trabalhando com o dataset argentina_1_25 e utiliza R, vamos estruturar um workflow de Machine Learning focado em identificar os “blocos” (baixo, médio e alto) das equipes.
Para criar um grupo controle, o ideal é usar a média da liga ou selecionar equipes com estilos de jogo bem definidos e distintos como referência.
Aqui está uma proposta de implementação usando o ecossistema tidyverse e tidymodels:
Para definir “blocos”, precisamos transformar eventos individuais em métricas por time/jogo. Vamos focar na altura média das recuperações de bola, interceptações e pressões.

Para entender como cada variável funciona precisamos elaborar alguns detalhes que são importantes, vigiando os resultados que são favoráveis aos times que se esforçam com pressão alta para recuperar a bola, mas não possuem eficiência

Estes são os times de elite tática da sua amostra. Eles cumprem os três requisitos simultaneamente:
Conclusão: Se você está procurando o “Manchester City” da Argentina, ele está aqui. Eles não apenas ficam posicionados no alto, eles são ativos e eficientes na pressão.
Esta é a interseção entre Recuperação Alta e Pressão Intensa, mas que o ML talvez não tenha colocado no topo por outros fatores (como distância média entre linhas ou passes permitidos).
Estão apenas no círculo azul (Recuperação Alta).
Estão apenas em Pressão Intensa.
Já se perguntou se o campo analitico é para você em algum momento? acredito que essa resposta seja respondida nesse quadro que mostra qual o papel da Escola em Estatística do Campo e como a vertente e relatar os fatos pode ser sim uma modelagem muito forte nos próximos anos, quem nunca perdeu uma vaga de emprego por não saber criar gráficos e interpretar eles???

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