Gabriel Barbosa vive atualmente um ponto de inflexão em sua carreira. Sua liberdade em equipes como Flamengo e Cruzeiro manifestou-se de formas distintas; antes mais centralizado, seu papel mudou taticamente com o tempo. O jogador passou a se sacrificar e a sair da área, o que condicionou uma temporada de 2024 ruim e o prejudicou fisicamente. Desde que recebeu a camisa 10 do Flamengo, seu posicionamento mudou para o de um ‘falso 9’, deixando de ser o centroavante que deveria atuar mais minutos próximo ao gol.
A chegada de Tite não resultou em algo positivo para o seu futebol. Em meio a discussões vagas e ideias defasadas sobre o esporte no pós-Copa do Mundo, a relação entre técnico e atleta degringolou. Somado a isso, uma crise de ansiedade não tratada adequadamente não foi vista com a devida empatia por parte da torcida. Esse cenário tornou-se o principal motivo para que Gabriel buscasse o Santos, visando retornar ao time que o revelou para o mundo.
Análise de conexões ofensivas
Ao iniciar este estudo, foquei em abstrair críticas pessoais a Gabriel Barbosa para avaliar seu real potencial. Há um alto investimento envolvido, tanto financeiro quanto de energia, e aos 29 anos o jogador ainda tem muito a entregar. Na temporada 2025, ele atuou menos pelo Cruzeiro devido à constância e dominância de Kaio Jorge; contudo, Leonardo Jardim poderia ter estimulado um movimento semelhante ao de Dorival Jr. no Flamengo. Naquela ocasião, Pedro atuava como ‘9’ e Gabriel como um ‘falso 9’ — um ‘8 construtor’ que ajudava a oxigenar o jogo, beneficiando inclusive Arrascaeta. Ao comparar as amostras de Thaciano e Gabriel Barbosa, nota-se que, embora tenham estilos distintos, o investimento elevado feito no ex-Bahia prova que as valências de Gabriel podem ser potencializados, permitindo até que joguem juntos. Tais possibilidades devem ser tratadas com naturalidade, sem repressão tática. No entanto, o sucesso dessa integração dependerá dos critérios do técnico do Santos e de sua capacidade de improvisar e recriar posições tradicionais, característica que já demonstrou em seu trabalho no Fortaleza
Comparativo de iterações e alvos principais
O modelo associativo de jogadas de um ‘camisa 9’ torna-se distinto, sobretudo, quando ele se propõe a criar e articular transições em contra-ataque. São conexões nas quais o atleta compreende que pode estabelecer associações resultantes em padrões seletivos — seja em um contexto de controle de jogo, para quebrar linhas e rearranjar a jogada, ou para provocar um duelo na recepção de um lançamento.
Essa inteligência manifesta-se na busca pela pausa, na obstrução estratégica ou até em lances de bola parada, como laterais e escanteios. Tal pressuposto define o jogador que compreende o que é melhor para a equipe em cada terço do campo, apresentando uma definição clara da jogada em cada período (racional ou emocional). É por isso que Gabriel Barbosa, mesmo em um momento físico abaixo do ideal, foi capaz de marcar dois gols contra o Atlético Mineiro na final da Copa do Brasil: sua leitura de jogo supre as limitações momentâneas.

Volume de Passes para o jogo fluir
A maneira como os atletas se posicionam em cada período é fundamental para compreender que o volume de passes de Gabriel Barbosa revela um jogo que não se resume a finalizações. Há menos conclusão e mais associação, o que o mantém constantemente conectado à dinâmica da partida. É comum observar sua variação de passes a partir do bloco médio, conforme indicam os dados do Campeonato Brasileiro de 2025 atuando pelo Cruzeiro.
Em suma, comparado a Thaciano, Gabriel tende a tocar muito mais na bola, definir jogadas e acompanhar o deslocamento dos companheiros. Essa característica é exatamente o que o Santos necessita no momento para retomar a consistência em suas partidas e garantir maior fluidez coletiva.

Gráfico de Radar – Modelo de comparação de posições.
Um elemento muito comum na naturalidade de analistas é comparar atletas da mesma posição, o limite não pode está nas métricas observadas e sim na criatividade do analista que estuda o jogo e o sistema de jogo que flui ou não com cada atleta, talvez categorizar métricas em indicadores é o ponto seguinte dessa lista, porque tira a responsabilidade de coletar ou deixar passear tantas variáveis e faz com que eu consiga ler o cenário do jogo e direcionar qual jogador melhor funciona ou se adequa ao esquema tático naquele momento.

Área de atuação e disciplina táticas.
Veja o nível de centralização e a criatividade do jogo de cada atleta no campo de futebol, um gráfico de zonas, que envolve pontos e parcelas. Mostrando cada porcentagem em determinada área de criação, não acho que Gabriel tem ficar longe da área , na minha visão ele não deve se permitir a isso acho que ele precisa ser mais presente no centro e na zona 14 um posicionamento específico de liderança e leitura técnica e tática do que o jogo pede , eu entendo mas acho que se você é o cara que faz gol você tem que receber a bola e finalizar.

Vim até o meio campo apenas para sufocar os volantes , pressionar os zagueiros tem que ser obrigação e descer até o bloco baixo é apenas em bolas paradas como faltas e escanteios e também no tempo final no último período. Precisa ser um jogo em que as posições sejam claras e condizentes com cada atleta!
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