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O Arquiteto do Allianz: Como Marlon Freitas Controlou o Meio-Campo Alviverde

Aldrei Peralta
Aldrei Peralta
27 de fevereiro de 2026
3 min de leitura
O Arquiteto do Allianz: Como Marlon Freitas Controlou o Meio-Campo Alviverde

Autor: Aldrei Peralta

Olhando para os dados dessa vitória do Palmeiras por 2 a 1, eu vejo um Marlon Freitas que justificou cada centímetro de campo ocupado. Ele não foi apenas um volante de contenção; ele foi o verdadeiro “diretor de tráfego” do time de Abel Ferreira. Analisando os mapas, percebo que a estratégia do Palmeiras passou diretamente pela capacidade dele de encurtar distâncias e distribuir o jogo.

O que eu acho mais interessante na Rede de Passes é a autoridade dele no círculo central. Com 22,6% das ações focadas ali, o Marlon funcionou como o eixo de rotação da equipe. Eu vejo que ele não se limita a dar o passe de segurança; ele busca os lados do campo de forma equilibrada (18,9% para cada ala), garantindo que o Palmeiras não ficasse previsível. Se o Fluminense tentava fechar um corredor, o Marlon rapidamente invertia o sentido do ataque.

Proteção de Elite e Leitura de Espaço

No Mapa de Ações , eu noto algo que me agrada muito em um “camisa 5”: a concentração de eventos defensivos bem na frente da grande área. Eu vejo isso como inteligência tática pura. Ele não corre errado; ele se posiciona para interceptar. Dos seus 8 eventos principais, a maioria serviu para matar os ataques do Fluminense antes mesmo de gerarem perigo real ao Weverton. Aquela linha tracejada no gráfico mostra o Marlon fazendo uma cobertura profunda, quase como um “líbero” à frente dos zagueiros.

A Dinâmica do Jogo por Intervalos

O que eu acho que define a importância do Marlon nessa partida é a forma como ele se adaptou ao cronômetro:

  • O Início de Pressão: Nos primeiros 15 minutos, eu vejo um domínio absurdo. Com 82% das ações no terço central, ele foi o responsável por manter o Palmeiras no campo de ataque, asfixiando a saída de bola do adversário.
  • Gestão da Vantagem: No final do primeiro tempo (30-45 min), quando o Fluminense tentou reagir, eu percebo que o Marlon foi cirúrgico. Ele aumentou sua presença no terço defensivo para 43%, ajudando a cozinha alviverde a segurar o ímpeto carioca.
  • O Fôlego na Reta Final: O dado que mais me impressiona é o intervalo dos 60 aos 75 minutos. Ver o Marlon com 50% das suas ações no terço ofensivo mostra a agressividade que o Abel pede. Mesmo sendo um volante, ele subiu para pressionar alto e manter o Fluminense longe do gol de empate.

Meu Veredito

Eu vejo o Marlon Freitas como o equilíbrio perfeito para o sistema do Palmeiras. Ele entende quando o jogo pede para ser um “cão de guarda” e quando pede para ser o armador recuado. Essa vitória no Allianz Parque tem a digital clara da sua onipresença física e tática. Ele é o tipo de jogador que faz os outros ao seu redor jogarem melhor.

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