No scouting baseado em dados, a leitura isolada de indicadores sem o filtro do modelo de jogo e da posição correta pode gerar diagnósticos equivocados. A avaliação de Benjamin Šeško na temporada 2025/26 pelo Manchester United — sob o modelo comparativo de Meia Ofensivo Central (Center Attacking Midfield) — oferece um caso de estudo prático sobre a importância de alinhar a função tática ao baseline de comparação estatística.

1. O impacto do desencaixe posicional
Šeško possui características natas de centroavante de referência e ataque à profundidade. Ao projetar seu desempenho na distribuição de meias criativos centrais, o resultado reflete o distanciamento total das funções exigidas para a posição:
A ausência de volume nesses indicadores demonstra como a escolha do modelo comparativo altera a percepção do atleta. Avaliar um camisa 9 sob a métrica de retenção e progressão típica de um camisa 10 anula visualmente suas reais virtudes de finalização e presença física.
2. Indicadores de criação e duelos
Mesmo nos quesitos de articulação e disputas físicas, a amostra posiciona o jogador na margem inferior do grupo de meias centrais:
O baixíssimo volume criativo (0.29 passes chave e 0.03 xA) confirma que o jogador não entrega atribuições de conector ou organizador quando acionado em faixas mais recuadas do campo.
3. Síntese para Scouting e Análise de Dados
Para departamentos de análise de desempenho e recrutamento de clubes, este perfil ressalta lições cruciais da inteligência de dados aplicada ao futebol:
Fonte dos Dados: StatsBomb | Visualização: Campo Analítico
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