Autor: Aldrei Peralta
Ao analisar os números do Zé Ricardo nesta partida contra o Internacional, eu vejo um jogador que foi o verdadeiro pulmão do Remo, equilibrando as tarefas de destruição e suporte criativo. Olhando para o gráfico de Posicionamento Tático, percebo que ele não ficou preso a uma única zona; ele foi um “AM” (Meia Ofensivo) de origem que recuou para dar sustentação como “DM” (Volante) em 14,7% das ações e até ajudou na linha de zaga (“CB”) em 11,8% do tempo.

O que mais me chama a atenção na sua Rede de Passes é a conectividade. Eu noto que ele buscou muito o corredor direito e o centro, servindo como uma válvula de escape para o time sair da pressão colorada. Ele registrou 34 eventos totais, o que mostra uma participação ativa na construção, mesmo sendo um jogo onde o Remo precisou se desdobrar defensivamente.

No Mapa de Ações, eu vejo que o Zé Ricardo concentrou seus esforços defensivos e de posse principalmente no círculo central e na entrada da área defensiva. Foram poucos eventos (total de 3), mas localizados em zonas críticas para interromper a transição do Internacional.

Além disso, o gráfico de Eficiência Técnica é o que me dá a real dimensão do seu desempenho:
Eu noto uma mudança clara de postura do Zé Ricardo conforme o relógio avançava na segunda etapa:

Eu vejo o Zé Ricardo como um operário tático de altíssimo nível. Ele não precisa de 100 passes para ser importante; ele precisa estar no lugar certo para desarmar e não errar a transição. Para mim, os 100% de sucesso nos desarmes e dribles mostram um jogador com uma confiança absurda, essencial para enfrentar um gigante como o Internacional.

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