Educacional Artigos Livros Serviços
R Stats Scouting Orientação Futebol Brasileiro Coaching World Cup Competições Europeias

Compartilhar

Scouting

Zé Ricardo: O Operário Silencioso no Embate entre Remo e Internacional

A
Aldrei Peralta
27 de fevereiro de 2026
3 min de leitura
Zé Ricardo: O Operário Silencioso no Embate entre Remo e Internacional

Autor: Aldrei Peralta

Ao analisar os números do Zé Ricardo nesta partida contra o Internacional, eu vejo um jogador que foi o verdadeiro pulmão do Remo, equilibrando as tarefas de destruição e suporte criativo. Olhando para o gráfico de Posicionamento Tático, percebo que ele não ficou preso a uma única zona; ele foi um “AM” (Meia Ofensivo) de origem que recuou para dar sustentação como “DM” (Volante) em 14,7% das ações e até ajudou na linha de zaga (“CB”) em 11,8% do tempo.

O que mais me chama a atenção na sua Rede de Passes é a conectividade. Eu noto que ele buscou muito o corredor direito e o centro, servindo como uma válvula de escape para o time sair da pressão colorada. Ele registrou 34 eventos totais, o que mostra uma participação ativa na construção, mesmo sendo um jogo onde o Remo precisou se desdobrar defensivamente.


Eficiência Sob Pressão e Leitura de Jogo

No Mapa de Ações, eu vejo que o Zé Ricardo concentrou seus esforços defensivos e de posse principalmente no círculo central e na entrada da área defensiva. Foram poucos eventos (total de 3), mas localizados em zonas críticas para interromper a transição do Internacional.

Além disso, o gráfico de Eficiência Técnica é o que me dá a real dimensão do seu desempenho:


A História do Jogo por Intervalos

Eu noto uma mudança clara de postura do Zé Ricardo conforme o relógio avançava na segunda etapa:

  1. Fase de Equilíbrio (45-60 min): Ele começou o segundo tempo muito equilibrado, com 50% das ações no meio-campo e 36% recuado para ajudar a defesa.
  2. Ocupação Territorial (60-75 min): Aqui eu vejo o ápice da sua influência no centro do campo. Ele concentrou 62% das suas ações no terço central, funcionando como o pivô que impedia o Internacional de progredir por dentro.
  3. O “Abafa” Final (75-90 min): Nos minutos finais, eu percebo que ele subiu as linhas. Com 60% das ações no terço ofensivo, ele abandonou a proteção da zaga para tentar empurrar o time do Remo em busca do resultado.

Meu Veredito

Eu vejo o Zé Ricardo como um operário tático de altíssimo nível. Ele não precisa de 100 passes para ser importante; ele precisa estar no lugar certo para desarmar e não errar a transição. Para mim, os 100% de sucesso nos desarmes e dribles mostram um jogador com uma confiança absurda, essencial para enfrentar um gigante como o Internacional.

🚀 Domine a Análise de Dados com a Formação Completa

Aprenda do zero ao avançado com o método Campo Analítico. Garanta sua vaga!

Quero me inscrever agora

Descubra mais sobre Campo Analítico

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Campo Analítico

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo